The Bear Guild

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The Bear Guild

Mensagem por Nami Aijō em 6/4/2016, 09:51


Sinopse: Ambientada em um mundo de fantasia medieval, um curioso detetive particular chamado Martin, tenta solucionar o caso de algumas mortes que vem ocorrendo em um bosque próximo da cidade.
Classificação: +16
Categorias: Investigação/ Fantasia Medieval.
Personagens: Indisponível
Gêneros:  Fantasia, Mistério, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
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Nami Aijō
Criador Pokémon


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Re: The Bear Guild

Mensagem por Nami Aijō em 6/4/2016, 10:00

Capitulo 1 – “Muitas perguntas e poucas respostas.”

“Toda criança sonha em ser um herói, não é verdade? Quando era criança eu costumava a pegar um pedaço de pau e fingia ser um soldado do rei, eu queria salvar princesas, queria combater os rebeldes, queria ser reconhecido em todo reino.”   Dizia um homem velho, enquanto acariciava sua própria barba.

Era um velho comum desses que ficam o dia bebendo em uma taverna, ele era um verdadeiro contador de histórias, todos os dias ele sentava em seu habitual lugar e importunava os que sentavam a sua volta com os contos de sua juventude e como era de costume as pessoas o ouviam e o indagavam sobre a veracidade das viagens de sua juventude conturbada. Tudo parecia correr como sempre, o balconista polia o balcão sujo de bebidas enquanto as garçonetes serviam mais, o velho contava suas histórias, alguns mais interessados em diversão o ouviam e enquanto outros, como eu, apenas apreciavam seu hidromel.
Estávamos todos cumprindo nossos habituais papéis quando der repente um homem entrava com olhos demasiadamente arregalados e pedia por ajuda, estava claramente assustado, um grande falatório tomou conta do local no momento em que algumas pessoas mais empáticas tentavam entender o que estava acontecendo com o rapaz. A falácia era tão alta que pouco eu conseguia ouvir o que o jovem dizia.

“… no bosque caçando… e lebres… quando ouvimos um barulho estranho… pensamos que poderia ser algum animal feroz… meu primo… e eu logo atrás… quando viramos pro lado… corri e corri… não era algo humano o que nos atacou.” Falou o rapaz em meio a soluços e  choro.

Algo terrível havia acontecido naquele bosque, agora tudo fazia sentido, a estranha movimentação que o exército real fazia ao redor do bosque havia sido solucionada, pelo visto o rei já estava ciente de que alguma coisa anormal estava acontecendo naqueles bosques. Precisava descobrir o mais rápido possível, afinal eu era um caçador, e o que é que estive-se naquele bosque. Provavelmente valeria muito a pena ser caçado.

Tinha que falar com o rapaz, porem era complicado, ele havia escapado da morte a poucos e eu não poderia o ficar pressionando por detalhes, então decidi que iria sozinho até o bosque para que eu pude-se colher as devidas informações do acontecido, porem estava bastante tarde, seria mais sensato juntar pistas ao amanhecer, estava torcendo para que nenhum curioso altera-se alguma prova, caso isso acontece-se poderia comprometer totalmente o rumo da investigação que eu faria logo ao amanhecer, me coloquei rumo a minha casa, enquanto era assolado por meus pensamentos sobre o que deveria ter acontecido com o jovem naquele bosque, eram muitas perguntas e eu não tinha a resposta para nenhumas delas, decidi que começaria do inicio de tudo, iria até meu primo que era da infantaria do rei, já que pelo visto o exército do rei já estava sabendo de alguma coisa, afinal eles andavam fazendo rotas irregulares ao redor do bosque.

“ Já disse! Não sei nada sobre o assunto, eles raramente falam os 'por quês' para o baixo escalão.”
Dizia meu primo.


Eu sabia que ele estava mentindo, desde de criança ele nunca soube mentir, mas não insistiria com ele, haviam outras fontes aonde procurar… O bordel Bella Donna era um desses locais, havia ali uma… digamos… Cortesã que me devia um favor, hoje eu cobraria isso
.

Caminhava pelas ruas da cidade e a vida parecia normal, os homens ganhavam o sustento, as mulheres cuidavam de suas casas e da família e as crianças brincavam por toda a cidade, mas, ao olhar com olhos mais atentos percebia os sinais de medo na população, por exemplo, haviam muitos soldados circulando pelas ruas, as mães não deixavam seus filhos irem para muito longe, os homens estavam todos com o semblante cansado, pelo visto, andaram acordando na madrugada por qualquer barulho, todos tentavam manter a normalidade, porem não conseguiam, apenas um local se mantinha o mesmo… Bella Donna… Ao olhar por fora não conseguiria imaginar o que lá acontecia, afinal, era uma antiga mansão com um lindo jardim de rosas, algumas estátuas e uma fonte no centro, e claro uma grande porte de madeira com um homem gordo e grandalhão na porta, mantendo arruaceiros do lado de fora.

“Grande Martin, quanto tempo!”
Falou o porteiro.

Balancei a cabeça em sinal afirmativo, e empurrei a grande porta de madeira com força, revelou-se ali um grande salão, com diversos sofás, aonde algumas cortesãs estavam com seus contratantes, havia uma grande escadaria que levava ao segundo andar, aonde estavam os quartos, no canto esquerdo havia um bar, aonde um homem mal encarado servia algumas bebidas, enquanto estava entrando algumas meninas vieram ao meu encontro, porem, eu tinha muito o que conversar com uma menina em especial…
Enquanto caminhava em direção a um dos sofás, a grande 'Dona' daquilo tudo descia,  era uma mulher de uns 50 anos, de pele bastante alva e de cabelos negros, Lady Iris era como era conhecida, ela estava vestida com seu longo vestido roxo, e era seguida por dois brutamontes, enquanto descia pelas escadas seus… é… busto! Seu busto balançava bastante e chamava a atenção de todos, até mesmo dos que estavam acompanhados.

“Quanto tempo meu doce cavaleiro...”
Falava ela com seu tom sedutor.

Era estranhamente aconchegante ouvir sua voz novamente, não havia me dado conta de que já fazia um ano que não voltava naquele local, porem, como dito, era estranhamente aconchegante voltar aquele local, rever aquelas pessoas.


“O que procura meu poeta de poucas palavras? Diversão ou seu antigo emprego?
Disse ela, frisando a última parte com um pouco de rancor…


“Informações… apenas informações.”
Falei a olhando nos olhos.

Ela me olhou de cima em baixo, olhou para um dos brutamontes, parecia que me expulsaria daquele local, quando um dos brutamontes se colocou em minha direcção, pensei que seria expulso na base dos socos e chutes, quando ele se aproximou e segurou firme em meus braços…

“Solte-o seu estúpido! Vocês dois circulando.”
Falou Lady Iris aos brutamontes
.

Senti um grande alívio naquele momento, havia me safado de pequenos ferimentos, então ela me olhou de cima a baixo novamente, respirou fundo e fez sinal com a cabeça em direção a um dos quartos que ficavam na parte de cima da mansão. Ela foi subindo a frente, e eu a seguia logo atrás, observando-a… tinha um belo quadril, e apesar de já ter seus 50 e  poucos anos, poderia arriscar que era uma das mais belas daquele local, entramos em um quarto de luxo, com uma cama digna de um Rei, um verdadeiro quarto de luxo.

“ Pensei que esse dia demoraria muito...”
Disse ela enquanto sentava na cama.

Ela estava sentada e a abertura de seu vestido deixava suas pernas alvas de fora, ela por sua vez balançava lentamente as pernas tentando de alguma maneira hipnotizar-me, mas eu já estava “vacinado” contra esse tipo de atitude, já havia passado dessa fase da vida. Sentei em uma poltrona que ficava de frente para a cama, então cruzei minhas pernas lentamente e peguei meu trunfo… Um cachimbo velho e fedorento aonde eu colocava meu fumo de rolo.

“ Você e essa mania de fumar essas coisas fedorentas! Você está se matando lentamente.”
Repreendeu-me ela.

Aquilo soava muito engraçado uma prostituta me repreendendo pelo meu modo de vida, era muito engraçado mesmo, tanto que eu caí na gargalhada, caí mesmo. Depois de acordo com o que a regra da etiqueta manda eu apaguei, pelos velhos tempos. Guardei meu vício naquele momento, mas só a fumaça já trouxe aquela tosse carregada, meu pulmão estava acabado, mas não me interessava afinal não sou médico.

“Ok… Apenas me fale se ouviu alguma coisa útil.”
Falei sorrindo.


Ela balançou a cabeça e me fitou com um olhar extremamente furioso. Ela irritada ficava mais bonita, quando franzia seu rosto demonstrava sua experiencia, porem o modo como mordia seu lábio… Era extremamente excitante, ao cerrar seus punhos em cima de seu colo, colocando seu ombro um pouco arqueado, seus seios davam um leve passo a frente, e o seu decote ficava mais evidente.

“Sabe que não me assusta fazendo isso.”
Disse tirando sarro dela.

“ A garoto, você sempre me usando para solucionar esses seus casos ridículos.”
Falou ela um pouco nervosa.

Ela tinha razão, fazia anos que eu só aparecia pra conseguir informações, apesar de nossa “amizade” eu pouco a visitava, estava virando como aqueles que usavam de seus serviços, aparecia apenas pra me satisfazer e depois sumia da vida dela. Fiquei bastante encabulado com a situação e acabei ficando todo vermelho, estava me sentindo todo envergonhado.

“ Bem você sabe que agora trabalho por contra própria...”
Falei olhando para o chão.

Levantei e então o nervosismo começava me corroer fazendo com eu anda-se de uma ponta a outra do quarto, esperando pela resposta da mesma. Tudo aquilo que ele falará me fazia ficar pensativo e não conseguia ficar mais nenhum minuto naquele quarto, sobre o olhar severo daquela mulher.
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